quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Que dia...

Que dia… que temporal… ainda bem que já estou em casa…
Não me apetece fazer nada… somente ouvir uma boa música e dar largas à imaginação… escrever… dizer o que me vai na alma…
Sento-me em frente ao ecrã do computador. Do outro lado da janela, a chuva cai insistentemente. Nas colunas, a música de Michael Bublé… ah… jazz… perfeito para um fim de dia como este…
Para ser perfeito, só falta mesmo a tua companhia…
Mas sei que tal não é possível… sei porquê, mas não me interessa… queria-te aqui…
Para conversarmos… rirmos… dançarmos… eu sei lá… para passarmos um bom bocado… um bom serão…
Ok… acabaste de me bloquear o pensamento… agora não consigo deixar de pensar em ti… Droga!
Penso no teu sorriso… no teu olhar… no teu corpo… no teu beijo… no teu toque… no teu respirar junto à minha pele…
Não! Chega… não posso voltar a esses estado de loucura… a esse desejo que me provocas… a esse descontrolo…
Tens de cá vir…

sábado, 10 de novembro de 2007

Banho...

Embrulhado somente numa toalha, ele sai do banho. Ela… fita-o do sofá.
Ele provoca-a…
“- Gostas do que vês?”
Sem tirar os olhos do seu corpo molhado, ela responde:
“- A esta distância, não. Não se vê bem…”
Ele aproxima-se dela… sempre com um ar de provocação…
“- Queres limpar?” – pergunta ele.
Ela levanta-se… vira-o de costas… e começa a beijá-lo, limpando cada gota de água do seu corpo…
“- Não queres a toalha?”
Ela vira-o de frente e pergunta:
“- Não tás a gostar?”
Ele sorri… um sorriso sedutor…
Ela empurra-o para o sofá e põe som no DVD.
Chega-se a ele e dança.
Uma dança sensual… provocadora…
Seduze-lo.
Roça o seu corpo no dele…
Esfrega a sua pele na dele…
Abre-lhe a toalha e…



Bom… vocês não querem saber o resto da história… pois não?

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Louca...

Que seca! Liguei-te há meia hora para uma tarde bem passada e ainda nem deste sinal!
Ligo-te outra vez… respondes que estás preso no trânsito. Mais meia hora e chegas. Dás-me um toque para te abrir a porta. Finalmente! Já estava a desesperar!
Então?! Nunca mais?! Levas assim tanto tempo a subir as escadas?!
Oiço a tua voz… espreito pelo óculo da porta e vejo-te a falar com a vizinha da frente. Maldita Velha! O que é que uma tiazona coscuvilheira de 70 anos terá para te dizer? E porque é que tinha de ser logo hoje!? Dou-te um toque para o telemóvel. Ok! Boa! Já te conseguiste esquivar!
Abro-te a porta. Entras, mas nem te deixo dizer “olá”… fecho-a com força e encosto-te a ela.
“-Calma!” – pedes.
“Já não aguento mais!” – respondo-te…
Beijo-te… beijas-me… durante algum tempo, trocamos beijos ardentes, intensos.
Quero-te! Aqui e agora!
Dispo-te a t-shirt. Quero sentir o teu corpo… tocar a tua pele.
Começas a enlouquecer… também me queres tocar.
Não deixo! Não hoje! Hoje sou eu que mando! Porquê?! Porque me apetece!
Completamente loucos, empurro-te para o sofá e obrigo-te a sentar. Não! Já disse que não me podes despir! Não me obrigues a prender-te! Sei bem que é isso o que queres!
Sento-me por cima de ti, frente a frente, e começo a devorar cada centímetro da tua pele… ora te beijo… ora brinco com a língua… deliras!
Paro! E improviso um strip… queres ajudar… Não! Já disse que não! Semi-nua, ordeno-te que me beijes cada pedacinho da minha pele…
Chega!
Levanto-me e encaminho-te para o chão da sala.
“-Despe-te!” – ordeno-te. E faço o mesmo.
Despidos de qualquer entrave, os nossos corpos envolvem-se… quentes… molhados… suados… sedentos de paixão…
Estico-me e arranco uma pena do centro de mesa. Ergo-me e brinco com ela no teu corpo.
“-Pára! ‘Tás louca e estás a levar-me contigo!”
“Não gosto de me repetir. E já disse que hoje sou eu que mando! Estou louca?! Não, eu sou louca! Por ti, pelos teus beijos, pelo teu corpo…”
Voltamo-nos a envolver, numa mistura carnal de paixão e de desejo.
Sim! Hoje és meu! Agora és o meu servo! E só farás o que te mandar!
Suplicas-me para parar. Já não aguentas mais tanto desejo, tanta excitação…
Sim, já chega! Deixo que tomes o controlo… opção certa! Pegas na pena e levas-me à loucura vezes sem conta… não me tocas… só com o suave toque da pena.
Esgotados, adormecemos no meio da sala. Há que recarregar baterias, que amanhã também é dia.
Novas loucuras virão… mas isso já é outra história…

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Lenços de seda...

Que dia… Estava a ver que nem conseguia chegar a casa… Tomo um duche rápido… Já não aguento tanto calor… Nem janto… Estico-me ao comprido na cama… Não é todos os dias que a tenho só para mim, mas também não é todos os dias que viajas em trabalho.
Destapo-me. Nem o ar condicionado me baixa a temperatura! Tento virar-me, mas… que é isto?! Estou presa! Abro só olhos e vejo as minhas mãos presas à cama com lenços de seda… Eu conheço estes lenços! Deste-mos no mês passado! Mas… como é possível! Não está aqui mais ninguém! As portas estão trancadas, as janelas também! Devo de estar a sonhar…
Volto a fechar os olhos, numa tentativa de acordar daquele sonho… Reabro-os… Oh, não! Escuro! Tudo escuro! Não, não é o escuro da noite, é… uma venda?! Não… isto não é normal…
Espera! Sinto algo… é frio… parece… gelo?! Alguém está a passar gelo no meu corpo!
Hmmm… sabe bem… mas não me diminui o calor! Está a aumentá-lo! Sinto o frio à volta dos mamilos… não! Nos próprios mamilos… Oh, Deus! Mas quem me está a fazer isto! Mostra-te! Quero saber quem me está a deixar doida! Não, doida não, louca!
Parou! Não! Porquê agora? Mas o que…? Sinto agora algo suave a subir pela perna… algo parecido com… seda…
Que sensação… Que loucura… Que bom… Solta-me, quem quer que sejas! Deixa-me olhar-te! Não! Não pares! Leva-me à loucura! Isso… quase… Oh, meu Deus! Só mais um pouco… Espera… Espera…
Abro os olhos! Finalmente consigo ver! Sem venda… com o Sol a entrar pela janela… Olho para o lado e vejo-te. No meio de nós, repousam os lenços que me deste na noite passada. Acordas e dizes-me “Querida, depois de amanhã parto de viagem. Vou fazer uma formação de um mês à Sede da empresa.”…

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Na cozinha também se come...


Quando cheguei a casa, tu já tinhas chegado. Ainda bem! Vinha estafada e sem vontade de fazer comer… Assim que sentiste a porta disseste-me:
“-Querida, cheguei mesmo agora. ‘Tou completamente rebentado. Não te importas de ser tu a fazer o jantar?”
Tentei pôr o meu melhor sorriso e respondi-te:
“-Claro, amor, vai descansar que já te vou fazer uma massagem.”
Depois veio a pergunta mais trivial de sempre “como foi o teu dia?”. Encostada à bancada da cozinha, soltei um involuntário “estafante”. Num ápice te levantaste do sofá e chegaste ao pé de mim.
“-Então deixa o jantar. Mandamos vir uma pizza ou algo do género.”
Disse-te que não valia a pena e que desenrascava qualquer coisa. Insististe e puseste em prática a melhor maneira que conhecias para me convencer.
Começaste por me fazer uma massagem bem suave… Pedi–te para parares, mas não me deste ouvidos. Desceste as mãos e começaste a levantar-me a camisola. Sorri e perguntei-te se já não estavas cansado. Sorriste também e respondeste que nunca estarias cansado para passar um bom momento com aquela que tanto amavas. Tiraste-me a camisola e começaste-me a beijar… o pescoço… os ombros… ao longo de toda a coluna (sabias que isso me deixava completamente doida, por isso o fazias) …
Praticamente de joelhos, viraste-me de frente para ti, num movimento brusco que me fez largar tudo o que teimava em continuar a fazer. Começaste a subir. Beijavas-me agora o ventre… bem junto ao umbigo… e subias…passaste pelos seios sem lhes dares sequer um toque… estranhei.
Olhaste para mim e sorriste. Continuaste a subir… voltaste ao pescoço… deste-me dentadinhas suaves nos lóbulos das orelhas e um beijo bem doce e suave nos lábios.
E aí, então, desceste… foste descendo até chegares ao meu peito… e lá te deliciaste por um bom bocado… todo ele te serviu de refeição.
E eu completamente doida.
Quis puxar-te para cima. Queria beijar-te, sentir a tua boca na minha… sentir a tua língua a brincar com a minha… não deixaste.
E eu enlouquecia cada vez mais!
Desapertaste-me as calças, que num segundo foram parar a meio da cozinha. Puseste as mãos na minha cintura e sentaste-me na bancada. Soltei um pequeno grito. Estava fria e eu demasiado quente!
Rimos os dois e começámo-nos a beijar. Era a minha vez de me deliciar com a tua boca… com o teu pescoço… com os teus braços… com o teu corpo.
Já fora de controlo, levaste-me às nuvens uma, duas, várias vezes. Gemi… gritei… agarrei-me ao teu tronco musculado… Completamente extasiada, vinquei-te as unhas nas costas. Gritaste! Mais de prazer do que de dor!
Pegaste em mim e deitaste-me sobre a mesa…
“-Não!” – disse-te – “Aqui não!”
Perguntaste-me porquê e eu disse-te que era a mesa da cozinha!
Com um sorriso malicioso respondeste-me:
“-E então? Na cozinha também se come…”
A partir daí, foi uma troca intensa e incessante de fluidos que durou toda a noite…
Uma noite que jamais esqueceremos…