sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Louco momento inesperado...

A tarde está a findar… Saio do trabalho, ligo o carro e arranco. Finalmente… descanso. Atrás de mim, um carro faz-me sinal de luzes. Não ligo. A pessoa insiste.
“- Mas o que é que este gajo quer? ‘Tá com pressa? Passe por cima!” – digo eu para mim mesma.
Mas a pessoa não desiste e continua a fazer sinal de luzes.
Já passadíssima, tento ver se reconheço alguma coisa… o carro… a matricula… o condutor…
Começo a pensar que sim… sim a tudo…
Faço um gesto do tipo “que queres?” e ele faz-me sinal para encostar. Ligo o pisca e, assim que posso, encosto. Ele encosta mesmo atrás de mim. Pelo retrovisor, vejo-o a sair do carro e abro o vidro para saber porque raio era aquela aflição toda…
“-Que foi? Há azar?”
“-Sai do carro. Preciso de falar contigo.”
“-Mas que se passa? Que houve?”
“-Por favor… sai…”
Encolho os ombros, desligo o carro e saio.
Quase que nem me dás tempo de fechar a porta…
Agarras-me e pregas-me um beijo… em beijo capaz de me sugar a alma…
Não estivesses tu a segurar-me e cairia ali para o chão de tão sem forças que me deixaste…
“-Já não aguento mais! Olhar para ti… falar contigo… e não te poder tocar, beijar… está a dar comigo em doido…” – dizes-me.
“-Ehmmm… nem sei o que diga…”
“-Diz que sentes o mesmo… que me amas como eu te amo… que me desejas como eu te desejo…”
Não sei o que dizer, especialmente depois deste momento. Sem conseguir proferir uma palavra que seja, beijo-te… num beijo tão louco como estou por dentro…
“- Sentiste? Ou tenho de arranjar palavras para expressar os meus sentimento?”
Sorris.
“- Hmmm… não sei… não queres experimentar a dizer outra vez?”
E os nossos lábios voltam a tocar-se num misto de desejo e paixão. E as nossas línguas dançam ao som de uma musica que não se ouve…
Sem ligar a quem passa… apenas existindo nós no Mundo…

domingo, 8 de março de 2009

Aquela manhã... (parte II)

(…)
”-Olá. Pensei que precisasses de companhia num dia frio como este.”
“-Mas… Mas… tu não devias de…”
“-Devia de nada. Se não quiseres companhia posso ir embora…”
“-Não! Fica! Ia agora começar a ver um filme. Senta-te que vou fazer meia dúzia de pipocas.”
“-Ok. Ah! Como calculei que não estivesses com muita vontade de fazer o almoço, trouxe-te uma surpresa para comermos.”
Já com as pipocas prontas, sentamo-nos no sofá. Um de cada lado, com a taça das pipocas no meio. É curioso… sempre soubeste aparecer na altura certa… parece que adivinhas quando ando a precisar de descomprimir.
Quase a meio do filme, levas a tua mão, discretamente, até à minha perna…
“-Aí não há pipocas…”
Sorris e tiras a mão, levando, de passagem, umas quantas pipocas para a boca.
O filme continua.
A dada altura, paras o filme.
“-Então? Não estás a gostar?”
“-Estou, mas apetece-me fazer-te uma coisa. Dá-me a tua mão.”
Pegas-me na mão e começas a passar com o teu dedo, muito levemente, na palma da mão…
“-Que fazes?”
“-Não estás a gostar?”
“-Hmm… estou… sabe bem…”
Largas-me a mão e dás-me um beijo muito suave.
Petrifiquei!
“-Há muito tempo que te queria beijar. Há demasiado até.”
Sem sequer pestanejar, levanto-me e viro-te as costas…
“-Desculpa… já vi que não devia de o ter feito…” – dizes-me enquanto te levantas e te colocas por trás de mim.
Viro-me e beijo-te.
“Estarei louca?” – pensei.
Sorris para mim, abraças-me e penso “não! Isto não pode estar a acontecer!”…
Mas deixo-me levar. Eu quero que aconteça!

De pé e agarrados, beijas-me o pescoço… hmmm… bom…
Meto as mãos por dentro da tua camisola. Quero sentir a tua pele.
Quase sem me largar o pescoço, tira-la e deixas-me percorrer todo o teu tronco desnudo com as mãos. Tento, também, beijar-te o pescoço, mas não deixas.
Agora és tu que me queres sentir.
Puxas-me a camisola do pijama para cima e despes-me, deixando os meus seios a descoberto.
Delicias-te neles e deixas-me completamente louca!
Hmmm… que loucura… sentir os teus lábios e a tua língua a percorrê-los…
Puxo-te para cima e beijo-te ardentemente.
“-Tás a deixar-me louca!”
“-Também tu me estás a deixar louco! Quero que sejas minha! Aqui e agora!”
Pegas em mim e deitas-me no sofá. Tiras-me as calças do pijama e despes as tuas.
Percorres todo o meu corpo com a tua boca. Peço-te que me deixes fazer o mesmo, mas beijas-me para que não diga nada.
Deitas-te por cima de mim, acaricias-me a cara e vais bem fundo.
Gemo. Tu também.
Passamos algum tempo neste vaivém de prazer até que explodimos.
Completamente exaustos, aninhas-te por cima de mim.
“-Acho que devia de ir preparando o almoço.”- dizes-me minutos depois.
“-Shhh! Não. Acho que o almoço pode esperar um pouco… assim… até ao jantar…”
Dás-me beijos ternos e recuperamos tudo o que perdemos por causa do medo de não sermos amados.
Naquela que era para ser uma manhã fria e que acabou por ser a mais quente das nossas vidas.