sábado, 16 de fevereiro de 2008

Conversas Nocturnas...

-‘Tás aí?
-‘Tou. Hoje vai ser directo… tenho imensos trabalhos para fazer.
-E tens um bocadinho para mim?
-Claro. Tenho sempre um bocadinho para ti. E além disso, também preciso de um intervalo. Mas passa-se alguma coisa para andares por aqui a estas horas?
-Não. Não conseguia dormir e quando vi que estavas acordada, apeteceu-me falar contigo.
-Apeteceu-te ter uma daquelas nossas conversas nostálgicas?
-Não… apeteceu-me ter uma daquelas nossas conversas mais… interessantes…
-Hmmm… ‘tou a ver…’Tou a ver…
-Já que pessoalmente não queres nada…
-Não é não querer… sabes que não posso…
-Mas se pudesses…
-Sim… se pudesse…
-Sabes o que me apetecia agora?
-Vai sair coisa boa…
-Apetecia-me tocar-te… beijar-te…
-Não comeces…
-Começar pela face… tocar os teus lábio… beijar-te o pescoço…
-Tu não me provoques…
-Sentir a tua pele… o teu cheiro…
-Pára! Sabes que como isso me deixa…
-Sentir o teu corpo junto ao meu…
-Por favor… não me faças isto…
-Sentir o teu respirar na minha pele…
-Estás a deixar-me louca…
-Sentir-te tocar o meu corpo…
-Por favor… peço-te!
-Sentir-me dentro de ti…
-Não me tortures desta maneira…
-Sentir-te a atingir o céu sem sair do chão…
-Pára! Chega! Já não aguento mais… Quanto tempo levas a chegar?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Devora-me...

Devora-me…
Apaga este fogo
que arde em mim…
Devora-me…
Sacia esta sede
dos teus beijos…
Devora-me …
Deixa-me sentir
esse teu corpo…
Devora-me…
E leva-me ao êxtase
com o teu toque…
Devora-me…
E acaba de uma vez
com esta loucura…
Devora-me.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Surpresa...

Todos os anos era a mesma coisa. Prendas, jantar com os amigos, uns copos ao fim da noite, chegar a casa e dormir…
Todos os anos se esforçava para lhe comprar uma prenda original. Ele acabava sempre por conseguir ser ainda mais original que ela…
Mas este ano ia ser diferente… ela passou um ano inteiro a pensar na prenda mais original e inesperada que lhe podia dar. A dada altura, fez-se luz.
Eis que chega o dia. A meio da semana… nada mal… jantares e tal está fora de questão… perfeito!
Acordaram como se de um dia normal se tratasse. Ele olhou para ela com um lindo sorriso e deu-lhe um “Bom dia” como nunca havia dado… Ela, meio ensonada, respondeu um “Hum!? Ah… ya… bom dia…” e foi-se despachar para o trabalho.
“Coitada…” – pensou – “anda tão cansada que nem se lembra que dia é hoje… de certeza que se vai lembrar durante o dia e me vai mandar uma sms a pedir desculpas…”
Coitado era dele… nem sabia o que lhe esperava…
Quase à hora de sair do trabalho, ele recebe uma mensagem…
“Eu sabia! Lembrou-se!”
“Querido, desculpa ‘tar-te a chatear, mas não te importas de ir comprar uma garrafa de bom vinho? Acabou-se e sabes gosto de ‘tar prevenida…”
Resignado, lá comprou a garrafa de vinho…
Ao chegar a casa, ficou estupefacto… toda a sala estava iluminada por dezenas de velas… a mesa, estava disposta para um jantar a dois…e ela… bom, ela estava deslumbrante.
O seu vestido era semi-transparente e deixava adivinhar uma bela e sensual lingerie.
“É esse o meu presente?” – perguntou ele…
“Não te chega o jantar que preparei?”
“Claro, meu amor, claro…”
Deliciaram-se com uma bela refeição recheada de belos petiscos… ostras… caril…o tal vinho… demais!
No fim de tudo, ela levantou-se e disse-lhe que ia buscar a sobremesa…
Apareceu poucos minutos depois com uma taça de morangos, outra com chantily e um saco com uma prenda…
“Abre.”- disse-lhe, depois de poisar as taças.
Lá dentro, para surpresa dele, estava um par de algemas…
“Onde queres comer a sobremesa?” – perguntou-lhe ela, ao mesmo tempo que deixou cair o vestido no chão e lhe revelou uma lingerie de cortar a respiração…

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Que dia...

Que dia… que temporal… ainda bem que já estou em casa…
Não me apetece fazer nada… somente ouvir uma boa música e dar largas à imaginação… escrever… dizer o que me vai na alma…
Sento-me em frente ao ecrã do computador. Do outro lado da janela, a chuva cai insistentemente. Nas colunas, a música de Michael Bublé… ah… jazz… perfeito para um fim de dia como este…
Para ser perfeito, só falta mesmo a tua companhia…
Mas sei que tal não é possível… sei porquê, mas não me interessa… queria-te aqui…
Para conversarmos… rirmos… dançarmos… eu sei lá… para passarmos um bom bocado… um bom serão…
Ok… acabaste de me bloquear o pensamento… agora não consigo deixar de pensar em ti… Droga!
Penso no teu sorriso… no teu olhar… no teu corpo… no teu beijo… no teu toque… no teu respirar junto à minha pele…
Não! Chega… não posso voltar a esses estado de loucura… a esse desejo que me provocas… a esse descontrolo…
Tens de cá vir…

sábado, 10 de novembro de 2007

Banho...

Embrulhado somente numa toalha, ele sai do banho. Ela… fita-o do sofá.
Ele provoca-a…
“- Gostas do que vês?”
Sem tirar os olhos do seu corpo molhado, ela responde:
“- A esta distância, não. Não se vê bem…”
Ele aproxima-se dela… sempre com um ar de provocação…
“- Queres limpar?” – pergunta ele.
Ela levanta-se… vira-o de costas… e começa a beijá-lo, limpando cada gota de água do seu corpo…
“- Não queres a toalha?”
Ela vira-o de frente e pergunta:
“- Não tás a gostar?”
Ele sorri… um sorriso sedutor…
Ela empurra-o para o sofá e põe som no DVD.
Chega-se a ele e dança.
Uma dança sensual… provocadora…
Seduze-lo.
Roça o seu corpo no dele…
Esfrega a sua pele na dele…
Abre-lhe a toalha e…



Bom… vocês não querem saber o resto da história… pois não?

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Louca...

Que seca! Liguei-te há meia hora para uma tarde bem passada e ainda nem deste sinal!
Ligo-te outra vez… respondes que estás preso no trânsito. Mais meia hora e chegas. Dás-me um toque para te abrir a porta. Finalmente! Já estava a desesperar!
Então?! Nunca mais?! Levas assim tanto tempo a subir as escadas?!
Oiço a tua voz… espreito pelo óculo da porta e vejo-te a falar com a vizinha da frente. Maldita Velha! O que é que uma tiazona coscuvilheira de 70 anos terá para te dizer? E porque é que tinha de ser logo hoje!? Dou-te um toque para o telemóvel. Ok! Boa! Já te conseguiste esquivar!
Abro-te a porta. Entras, mas nem te deixo dizer “olá”… fecho-a com força e encosto-te a ela.
“-Calma!” – pedes.
“Já não aguento mais!” – respondo-te…
Beijo-te… beijas-me… durante algum tempo, trocamos beijos ardentes, intensos.
Quero-te! Aqui e agora!
Dispo-te a t-shirt. Quero sentir o teu corpo… tocar a tua pele.
Começas a enlouquecer… também me queres tocar.
Não deixo! Não hoje! Hoje sou eu que mando! Porquê?! Porque me apetece!
Completamente loucos, empurro-te para o sofá e obrigo-te a sentar. Não! Já disse que não me podes despir! Não me obrigues a prender-te! Sei bem que é isso o que queres!
Sento-me por cima de ti, frente a frente, e começo a devorar cada centímetro da tua pele… ora te beijo… ora brinco com a língua… deliras!
Paro! E improviso um strip… queres ajudar… Não! Já disse que não! Semi-nua, ordeno-te que me beijes cada pedacinho da minha pele…
Chega!
Levanto-me e encaminho-te para o chão da sala.
“-Despe-te!” – ordeno-te. E faço o mesmo.
Despidos de qualquer entrave, os nossos corpos envolvem-se… quentes… molhados… suados… sedentos de paixão…
Estico-me e arranco uma pena do centro de mesa. Ergo-me e brinco com ela no teu corpo.
“-Pára! ‘Tás louca e estás a levar-me contigo!”
“Não gosto de me repetir. E já disse que hoje sou eu que mando! Estou louca?! Não, eu sou louca! Por ti, pelos teus beijos, pelo teu corpo…”
Voltamo-nos a envolver, numa mistura carnal de paixão e de desejo.
Sim! Hoje és meu! Agora és o meu servo! E só farás o que te mandar!
Suplicas-me para parar. Já não aguentas mais tanto desejo, tanta excitação…
Sim, já chega! Deixo que tomes o controlo… opção certa! Pegas na pena e levas-me à loucura vezes sem conta… não me tocas… só com o suave toque da pena.
Esgotados, adormecemos no meio da sala. Há que recarregar baterias, que amanhã também é dia.
Novas loucuras virão… mas isso já é outra história…

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Lenços de seda...

Que dia… Estava a ver que nem conseguia chegar a casa… Tomo um duche rápido… Já não aguento tanto calor… Nem janto… Estico-me ao comprido na cama… Não é todos os dias que a tenho só para mim, mas também não é todos os dias que viajas em trabalho.
Destapo-me. Nem o ar condicionado me baixa a temperatura! Tento virar-me, mas… que é isto?! Estou presa! Abro só olhos e vejo as minhas mãos presas à cama com lenços de seda… Eu conheço estes lenços! Deste-mos no mês passado! Mas… como é possível! Não está aqui mais ninguém! As portas estão trancadas, as janelas também! Devo de estar a sonhar…
Volto a fechar os olhos, numa tentativa de acordar daquele sonho… Reabro-os… Oh, não! Escuro! Tudo escuro! Não, não é o escuro da noite, é… uma venda?! Não… isto não é normal…
Espera! Sinto algo… é frio… parece… gelo?! Alguém está a passar gelo no meu corpo!
Hmmm… sabe bem… mas não me diminui o calor! Está a aumentá-lo! Sinto o frio à volta dos mamilos… não! Nos próprios mamilos… Oh, Deus! Mas quem me está a fazer isto! Mostra-te! Quero saber quem me está a deixar doida! Não, doida não, louca!
Parou! Não! Porquê agora? Mas o que…? Sinto agora algo suave a subir pela perna… algo parecido com… seda…
Que sensação… Que loucura… Que bom… Solta-me, quem quer que sejas! Deixa-me olhar-te! Não! Não pares! Leva-me à loucura! Isso… quase… Oh, meu Deus! Só mais um pouco… Espera… Espera…
Abro os olhos! Finalmente consigo ver! Sem venda… com o Sol a entrar pela janela… Olho para o lado e vejo-te. No meio de nós, repousam os lenços que me deste na noite passada. Acordas e dizes-me “Querida, depois de amanhã parto de viagem. Vou fazer uma formação de um mês à Sede da empresa.”…