Que dia… Estava a ver que nem conseguia chegar a casa… Tomo um duche rápido… Já não aguento tanto calor… Nem janto… Estico-me ao comprido na cama… Não é todos os dias que a tenho só para mim, mas também não é todos os dias que viajas em trabalho.
Destapo-me. Nem o ar condicionado me baixa a temperatura! Tento virar-me, mas… que é isto?! Estou presa! Abro só olhos e vejo as minhas mãos presas à cama com lenços de seda… Eu conheço estes lenços! Deste-mos no mês passado! Mas… como é possível! Não está aqui mais ninguém! As portas estão trancadas, as janelas também! Devo de estar a sonhar…
Volto a fechar os olhos, numa tentativa de acordar daquele sonho… Reabro-os… Oh, não! Escuro! Tudo escuro! Não, não é o escuro da noite, é… uma venda?! Não… isto não é normal…
Espera! Sinto algo… é frio… parece… gelo?! Alguém está a passar gelo no meu corpo!
Hmmm… sabe bem… mas não me diminui o calor! Está a aumentá-lo! Sinto o frio à volta dos mamilos… não! Nos próprios mamilos… Oh, Deus! Mas quem me está a fazer isto! Mostra-te! Quero saber quem me está a deixar doida! Não, doida não, louca!
Parou! Não! Porquê agora? Mas o que…? Sinto agora algo suave a subir pela perna… algo parecido com… seda…
Que sensação… Que loucura… Que bom… Solta-me, quem quer que sejas! Deixa-me olhar-te! Não! Não pares! Leva-me à loucura! Isso… quase… Oh, meu Deus! Só mais um pouco… Espera… Espera…
Abro os olhos! Finalmente consigo ver! Sem venda… com o Sol a entrar pela janela… Olho para o lado e vejo-te. No meio de nós, repousam os lenços que me deste na noite passada. Acordas e dizes-me “Querida, depois de amanhã parto de viagem. Vou fazer uma formação de um mês à Sede da empresa.”…
segunda-feira, 9 de abril de 2007
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Na cozinha também se come...
Quando cheguei a casa, tu já tinhas chegado. Ainda bem! Vinha estafada e sem vontade de fazer comer… Assim que sentiste a porta disseste-me:
“-Querida, cheguei mesmo agora. ‘Tou completamente rebentado. Não te importas de ser tu a fazer o jantar?”
Tentei pôr o meu melhor sorriso e respondi-te:
“-Claro, amor, vai descansar que já te vou fazer uma massagem.”
Depois veio a pergunta mais trivial de sempre “como foi o teu dia?”. Encostada à bancada da cozinha, soltei um involuntário “estafante”. Num ápice te levantaste do sofá e chegaste ao pé de mim.
“-Então deixa o jantar. Mandamos vir uma pizza ou algo do género.”
Disse-te que não valia a pena e que desenrascava qualquer coisa. Insististe e puseste em prática a melhor maneira que conhecias para me convencer.
Começaste por me fazer uma massagem bem suave… Pedi–te para parares, mas não me deste ouvidos. Desceste as mãos e começaste a levantar-me a camisola. Sorri e perguntei-te se já não estavas cansado. Sorriste também e respondeste que nunca estarias cansado para passar um bom momento com aquela que tanto amavas. Tiraste-me a camisola e começaste-me a beijar… o pescoço… os ombros… ao longo de toda a coluna (sabias que isso me deixava completamente doida, por isso o fazias) …
Praticamente de joelhos, viraste-me de frente para ti, num movimento brusco que me fez largar tudo o que teimava em continuar a fazer. Começaste a subir. Beijavas-me agora o ventre… bem junto ao umbigo… e subias…passaste pelos seios sem lhes dares sequer um toque… estranhei.
Olhaste para mim e sorriste. Continuaste a subir… voltaste ao pescoço… deste-me dentadinhas suaves nos lóbulos das orelhas e um beijo bem doce e suave nos lábios.
E aí, então, desceste… foste descendo até chegares ao meu peito… e lá te deliciaste por um bom bocado… todo ele te serviu de refeição.
E eu completamente doida.
Quis puxar-te para cima. Queria beijar-te, sentir a tua boca na minha… sentir a tua língua a brincar com a minha… não deixaste.
E eu enlouquecia cada vez mais!
Desapertaste-me as calças, que num segundo foram parar a meio da cozinha. Puseste as mãos na minha cintura e sentaste-me na bancada. Soltei um pequeno grito. Estava fria e eu demasiado quente!
Rimos os dois e começámo-nos a beijar. Era a minha vez de me deliciar com a tua boca… com o teu pescoço… com os teus braços… com o teu corpo.
Já fora de controlo, levaste-me às nuvens uma, duas, várias vezes. Gemi… gritei… agarrei-me ao teu tronco musculado… Completamente extasiada, vinquei-te as unhas nas costas. Gritaste! Mais de prazer do que de dor!
Pegaste em mim e deitaste-me sobre a mesa…
“-Não!” – disse-te – “Aqui não!”
Perguntaste-me porquê e eu disse-te que era a mesa da cozinha!
Com um sorriso malicioso respondeste-me:
“-E então? Na cozinha também se come…”
A partir daí, foi uma troca intensa e incessante de fluidos que durou toda a noite…
Uma noite que jamais esqueceremos…
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