(…)
”-Olá. Pensei que precisasses de companhia num dia frio como este.”
“-Mas… Mas… tu não devias de…”
“-Devia de nada. Se não quiseres companhia posso ir embora…”
“-Não! Fica! Ia agora começar a ver um filme. Senta-te que vou fazer meia dúzia de pipocas.”
“-Ok. Ah! Como calculei que não estivesses com muita vontade de fazer o almoço, trouxe-te uma surpresa para comermos.”
Já com as pipocas prontas, sentamo-nos no sofá. Um de cada lado, com a taça das pipocas no meio. É curioso… sempre soubeste aparecer na altura certa… parece que adivinhas quando ando a precisar de descomprimir.
Quase a meio do filme, levas a tua mão, discretamente, até à minha perna…
“-Aí não há pipocas…”
Sorris e tiras a mão, levando, de passagem, umas quantas pipocas para a boca.
O filme continua.
A dada altura, paras o filme.
“-Então? Não estás a gostar?”
“-Estou, mas apetece-me fazer-te uma coisa. Dá-me a tua mão.”
Pegas-me na mão e começas a passar com o teu dedo, muito levemente, na palma da mão…
“-Que fazes?”
“-Não estás a gostar?”
“-Hmm… estou… sabe bem…”
Largas-me a mão e dás-me um beijo muito suave.
Petrifiquei!
“-Há muito tempo que te queria beijar. Há demasiado até.”
Sem sequer pestanejar, levanto-me e viro-te as costas…
“-Desculpa… já vi que não devia de o ter feito…” – dizes-me enquanto te levantas e te colocas por trás de mim.
Viro-me e beijo-te.
“Estarei louca?” – pensei.
Sorris para mim, abraças-me e penso “não! Isto não pode estar a acontecer!”…
Mas deixo-me levar. Eu quero que aconteça!
De pé e agarrados, beijas-me o pescoço… hmmm… bom…
Meto as mãos por dentro da tua camisola. Quero sentir a tua pele.
Quase sem me largar o pescoço, tira-la e deixas-me percorrer todo o teu tronco desnudo com as mãos. Tento, também, beijar-te o pescoço, mas não deixas.
Agora és tu que me queres sentir.
Puxas-me a camisola do pijama para cima e despes-me, deixando os meus seios a descoberto.
Delicias-te neles e deixas-me completamente louca!
Hmmm… que loucura… sentir os teus lábios e a tua língua a percorrê-los…
Puxo-te para cima e beijo-te ardentemente.
“-Tás a deixar-me louca!”
“-Também tu me estás a deixar louco! Quero que sejas minha! Aqui e agora!”
Pegas em mim e deitas-me no sofá. Tiras-me as calças do pijama e despes as tuas.
Percorres todo o meu corpo com a tua boca. Peço-te que me deixes fazer o mesmo, mas beijas-me para que não diga nada.
Deitas-te por cima de mim, acaricias-me a cara e vais bem fundo.
Gemo. Tu também.
Passamos algum tempo neste vaivém de prazer até que explodimos.
Completamente exaustos, aninhas-te por cima de mim.
“-Acho que devia de ir preparando o almoço.”- dizes-me minutos depois.
“-Shhh! Não. Acho que o almoço pode esperar um pouco… assim… até ao jantar…”
Dás-me beijos ternos e recuperamos tudo o que perdemos por causa do medo de não sermos amados.
Naquela que era para ser uma manhã fria e que acabou por ser a mais quente das nossas vidas.
domingo, 8 de março de 2009
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Feliz...
Toca-me...
Beija-me...
Deixa-me sentir esse teu corpo...
Faz-me voar sem sair do chão...
Faz-me sentir como sempre fazes...
Faz-me sentir bem...
Faz-me sentir feliz...
Beija-me...
Deixa-me sentir esse teu corpo...
Faz-me voar sem sair do chão...
Faz-me sentir como sempre fazes...
Faz-me sentir bem...
Faz-me sentir feliz...
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Conversas Nocturnas...
-‘Tás aí?
-‘Tou. Hoje vai ser directo… tenho imensos trabalhos para fazer.
-E tens um bocadinho para mim?
-Claro. Tenho sempre um bocadinho para ti. E além disso, também preciso de um intervalo. Mas passa-se alguma coisa para andares por aqui a estas horas?
-Não. Não conseguia dormir e quando vi que estavas acordada, apeteceu-me falar contigo.
-Apeteceu-te ter uma daquelas nossas conversas nostálgicas?
-Não… apeteceu-me ter uma daquelas nossas conversas mais… interessantes…
-Hmmm… ‘tou a ver…’Tou a ver…
-Já que pessoalmente não queres nada…
-Não é não querer… sabes que não posso…
-Mas se pudesses…
-Sim… se pudesse…
-Sabes o que me apetecia agora?
-Vai sair coisa boa…
-Apetecia-me tocar-te… beijar-te…
-Não comeces…
-Começar pela face… tocar os teus lábio… beijar-te o pescoço…
-Tu não me provoques…
-Sentir a tua pele… o teu cheiro…
-Pára! Sabes que como isso me deixa…
-Sentir o teu corpo junto ao meu…
-Por favor… não me faças isto…
-Sentir o teu respirar na minha pele…
-Estás a deixar-me louca…
-Sentir-te tocar o meu corpo…
-Por favor… peço-te!
-Sentir-me dentro de ti…
-Não me tortures desta maneira…
-Sentir-te a atingir o céu sem sair do chão…
-Pára! Chega! Já não aguento mais… Quanto tempo levas a chegar?
-‘Tou. Hoje vai ser directo… tenho imensos trabalhos para fazer.
-E tens um bocadinho para mim?
-Claro. Tenho sempre um bocadinho para ti. E além disso, também preciso de um intervalo. Mas passa-se alguma coisa para andares por aqui a estas horas?
-Não. Não conseguia dormir e quando vi que estavas acordada, apeteceu-me falar contigo.
-Apeteceu-te ter uma daquelas nossas conversas nostálgicas?
-Não… apeteceu-me ter uma daquelas nossas conversas mais… interessantes…
-Hmmm… ‘tou a ver…’Tou a ver…
-Já que pessoalmente não queres nada…
-Não é não querer… sabes que não posso…
-Mas se pudesses…
-Sim… se pudesse…
-Sabes o que me apetecia agora?
-Vai sair coisa boa…
-Apetecia-me tocar-te… beijar-te…
-Não comeces…
-Começar pela face… tocar os teus lábio… beijar-te o pescoço…
-Tu não me provoques…
-Sentir a tua pele… o teu cheiro…
-Pára! Sabes que como isso me deixa…
-Sentir o teu corpo junto ao meu…
-Por favor… não me faças isto…
-Sentir o teu respirar na minha pele…
-Estás a deixar-me louca…
-Sentir-te tocar o meu corpo…
-Por favor… peço-te!
-Sentir-me dentro de ti…
-Não me tortures desta maneira…
-Sentir-te a atingir o céu sem sair do chão…
-Pára! Chega! Já não aguento mais… Quanto tempo levas a chegar?
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Devora-me...
Devora-me…
Apaga este fogo
que arde em mim…
Devora-me…
Sacia esta sede
dos teus beijos…
Devora-me …
Deixa-me sentir
esse teu corpo…
Devora-me…
E leva-me ao êxtase
com o teu toque…
Devora-me…
E acaba de uma vez
com esta loucura…
Devora-me.
Apaga este fogo
que arde em mim…
Devora-me…
Sacia esta sede
dos teus beijos…
Devora-me …
Deixa-me sentir
esse teu corpo…
Devora-me…
E leva-me ao êxtase
com o teu toque…
Devora-me…
E acaba de uma vez
com esta loucura…
Devora-me.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Surpresa...
Todos os anos era a mesma coisa. Prendas, jantar com os amigos, uns copos ao fim da noite, chegar a casa e dormir…
Todos os anos se esforçava para lhe comprar uma prenda original. Ele acabava sempre por conseguir ser ainda mais original que ela…
Mas este ano ia ser diferente… ela passou um ano inteiro a pensar na prenda mais original e inesperada que lhe podia dar. A dada altura, fez-se luz.
Eis que chega o dia. A meio da semana… nada mal… jantares e tal está fora de questão… perfeito!
Acordaram como se de um dia normal se tratasse. Ele olhou para ela com um lindo sorriso e deu-lhe um “Bom dia” como nunca havia dado… Ela, meio ensonada, respondeu um “Hum!? Ah… ya… bom dia…” e foi-se despachar para o trabalho.
“Coitada…” – pensou – “anda tão cansada que nem se lembra que dia é hoje… de certeza que se vai lembrar durante o dia e me vai mandar uma sms a pedir desculpas…”
Coitado era dele… nem sabia o que lhe esperava…
Quase à hora de sair do trabalho, ele recebe uma mensagem…
“Eu sabia! Lembrou-se!”
“Querido, desculpa ‘tar-te a chatear, mas não te importas de ir comprar uma garrafa de bom vinho? Acabou-se e sabes gosto de ‘tar prevenida…”
Resignado, lá comprou a garrafa de vinho…
Ao chegar a casa, ficou estupefacto… toda a sala estava iluminada por dezenas de velas… a mesa, estava disposta para um jantar a dois…e ela… bom, ela estava deslumbrante.
O seu vestido era semi-transparente e deixava adivinhar uma bela e sensual lingerie.
“É esse o meu presente?” – perguntou ele…
“Não te chega o jantar que preparei?”
“Claro, meu amor, claro…”
Deliciaram-se com uma bela refeição recheada de belos petiscos… ostras… caril…o tal vinho… demais!
No fim de tudo, ela levantou-se e disse-lhe que ia buscar a sobremesa…
Apareceu poucos minutos depois com uma taça de morangos, outra com chantily e um saco com uma prenda…
“Abre.”- disse-lhe, depois de poisar as taças.
Lá dentro, para surpresa dele, estava um par de algemas…
“Onde queres comer a sobremesa?” – perguntou-lhe ela, ao mesmo tempo que deixou cair o vestido no chão e lhe revelou uma lingerie de cortar a respiração…
Todos os anos se esforçava para lhe comprar uma prenda original. Ele acabava sempre por conseguir ser ainda mais original que ela…
Mas este ano ia ser diferente… ela passou um ano inteiro a pensar na prenda mais original e inesperada que lhe podia dar. A dada altura, fez-se luz.
Eis que chega o dia. A meio da semana… nada mal… jantares e tal está fora de questão… perfeito!
Acordaram como se de um dia normal se tratasse. Ele olhou para ela com um lindo sorriso e deu-lhe um “Bom dia” como nunca havia dado… Ela, meio ensonada, respondeu um “Hum!? Ah… ya… bom dia…” e foi-se despachar para o trabalho.
“Coitada…” – pensou – “anda tão cansada que nem se lembra que dia é hoje… de certeza que se vai lembrar durante o dia e me vai mandar uma sms a pedir desculpas…”
Coitado era dele… nem sabia o que lhe esperava…
Quase à hora de sair do trabalho, ele recebe uma mensagem…
“Eu sabia! Lembrou-se!”
“Querido, desculpa ‘tar-te a chatear, mas não te importas de ir comprar uma garrafa de bom vinho? Acabou-se e sabes gosto de ‘tar prevenida…”
Resignado, lá comprou a garrafa de vinho…
Ao chegar a casa, ficou estupefacto… toda a sala estava iluminada por dezenas de velas… a mesa, estava disposta para um jantar a dois…e ela… bom, ela estava deslumbrante.
O seu vestido era semi-transparente e deixava adivinhar uma bela e sensual lingerie.
“É esse o meu presente?” – perguntou ele…
“Não te chega o jantar que preparei?”
“Claro, meu amor, claro…”
Deliciaram-se com uma bela refeição recheada de belos petiscos… ostras… caril…o tal vinho… demais!
No fim de tudo, ela levantou-se e disse-lhe que ia buscar a sobremesa…
Apareceu poucos minutos depois com uma taça de morangos, outra com chantily e um saco com uma prenda…
“Abre.”- disse-lhe, depois de poisar as taças.
Lá dentro, para surpresa dele, estava um par de algemas…
“Onde queres comer a sobremesa?” – perguntou-lhe ela, ao mesmo tempo que deixou cair o vestido no chão e lhe revelou uma lingerie de cortar a respiração…
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Que dia...
Que dia… que temporal… ainda bem que já estou em casa…
Não me apetece fazer nada… somente ouvir uma boa música e dar largas à imaginação… escrever… dizer o que me vai na alma…
Sento-me em frente ao ecrã do computador. Do outro lado da janela, a chuva cai insistentemente. Nas colunas, a música de Michael Bublé… ah… jazz… perfeito para um fim de dia como este…
Para ser perfeito, só falta mesmo a tua companhia…
Mas sei que tal não é possível… sei porquê, mas não me interessa… queria-te aqui…
Para conversarmos… rirmos… dançarmos… eu sei lá… para passarmos um bom bocado… um bom serão…
Ok… acabaste de me bloquear o pensamento… agora não consigo deixar de pensar em ti… Droga!
Penso no teu sorriso… no teu olhar… no teu corpo… no teu beijo… no teu toque… no teu respirar junto à minha pele…
Não! Chega… não posso voltar a esses estado de loucura… a esse desejo que me provocas… a esse descontrolo…
Tens de cá vir…
Não me apetece fazer nada… somente ouvir uma boa música e dar largas à imaginação… escrever… dizer o que me vai na alma…
Sento-me em frente ao ecrã do computador. Do outro lado da janela, a chuva cai insistentemente. Nas colunas, a música de Michael Bublé… ah… jazz… perfeito para um fim de dia como este…
Para ser perfeito, só falta mesmo a tua companhia…
Mas sei que tal não é possível… sei porquê, mas não me interessa… queria-te aqui…
Para conversarmos… rirmos… dançarmos… eu sei lá… para passarmos um bom bocado… um bom serão…
Ok… acabaste de me bloquear o pensamento… agora não consigo deixar de pensar em ti… Droga!
Penso no teu sorriso… no teu olhar… no teu corpo… no teu beijo… no teu toque… no teu respirar junto à minha pele…
Não! Chega… não posso voltar a esses estado de loucura… a esse desejo que me provocas… a esse descontrolo…
Tens de cá vir…
sábado, 10 de novembro de 2007
Banho...
Embrulhado somente numa toalha, ele sai do banho. Ela… fita-o do sofá.
Ele provoca-a…
“- Gostas do que vês?”
Sem tirar os olhos do seu corpo molhado, ela responde:
“- A esta distância, não. Não se vê bem…”
Ele aproxima-se dela… sempre com um ar de provocação…
“- Queres limpar?” – pergunta ele.
Ela levanta-se… vira-o de costas… e começa a beijá-lo, limpando cada gota de água do seu corpo…
“- Não queres a toalha?”
Ela vira-o de frente e pergunta:
“- Não tás a gostar?”
Ele sorri… um sorriso sedutor…
Ela empurra-o para o sofá e põe som no DVD.
Chega-se a ele e dança.
Uma dança sensual… provocadora…
Seduze-lo.
Roça o seu corpo no dele…
Esfrega a sua pele na dele…
Abre-lhe a toalha e…
Bom… vocês não querem saber o resto da história… pois não?
Ele provoca-a…
“- Gostas do que vês?”
Sem tirar os olhos do seu corpo molhado, ela responde:
“- A esta distância, não. Não se vê bem…”
Ele aproxima-se dela… sempre com um ar de provocação…
“- Queres limpar?” – pergunta ele.
Ela levanta-se… vira-o de costas… e começa a beijá-lo, limpando cada gota de água do seu corpo…
“- Não queres a toalha?”
Ela vira-o de frente e pergunta:
“- Não tás a gostar?”
Ele sorri… um sorriso sedutor…
Ela empurra-o para o sofá e põe som no DVD.
Chega-se a ele e dança.
Uma dança sensual… provocadora…
Seduze-lo.
Roça o seu corpo no dele…
Esfrega a sua pele na dele…
Abre-lhe a toalha e…
Bom… vocês não querem saber o resto da história… pois não?
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