quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Quando a química é grande...
Não sabiam como tinham aguentado tanto tempo... mas sabiam que um dia se iriam envolver. Era impossível negar a química que existia entre eles. A tensão... o desejo... a tesão notava-se a milhas!
Nunca se tinham chegado a enrolar... a amizade que os unia impedia, quer a um, quer ao outro, de avançarem. Não queriam, por nada, arriscarem-se a perder aquela ligação que tinham.
Até agora.
Uma saída de dois bons amigos... um regresso a casa para uma boa conversa... um toque casual.... e não houve volta.
Entre "não devíamos fazer isto" e "não podemos continuar", os seus lábios teimaram em não se largar. Os beijos tornaram-se cada vez mais intensos. Já não sabiam quem respirava o ar de quem! Mas só a ideia de pararem deixava-os sufocados de desejo.
Sentiam o coração cada vez mais acelerado... e o sangue a ferver-lhes nas veias. Um calor intenso começou-lhes a dominar o corpo... e o desejo aumentou a cada beijo!
A custo, ela afastou-o e sentou-o numa cadeira. Ele olhou-a nos olhos com um sorriso sacana. Sabia deste lado dela, mas sempre pensou que era apenas uma personagem... um alter-ego que ela dificilmente mostrava.
Completamente louca, ela sentou-se no seu colo. As suas pernas contornaram o corpo dele. As mãos dele começaram a percorrer o corpo dela... mas não era isso que ela queria. Aquela que ele ali tinha não era a mesma doce e inocente com que estava habituado a lidar. Era selvagem... não se deixava dominar... não admitia não ter o controlo.
Agarrou-lhe nas mãos e levou-as para trás da cadeira, enquanto o olhava de uma forma hipnotizante... e ele sentiu-se como que amarrado por uma corda invisível. Queria tocar-lhe, sentir a sua pele, percorrer aquele belo corpo com as suas mãos.... queria soltar-se, mas sentiu-se preso ao olhar dela. E deixou-se ficar apenas a observá-a, enquanto ela lhe abria a camisa e lhe acariciava e beijava o peito. Como o deixavam louco... aqueles lábios quentes... aqueles beijos suaves..
Estava à mercê do desejo dela... mas, em vez de se sentir usado, isso aumentou o desejo dele a um expoente máximo que ele nunca imaginou sentir. E ela continuou a fazer o que queria dele.
Sentiu-se cada vez mais húmida... e cada vez mais sedenta do corpo dele.
Tirou a camisola que tinha e, enquanto se deliciava nos lábios dele, pegou-lhe nas mãos e levou-as aos seus seios. Queria sentir o poder do toque dele... que os apertasse numa força controlada que a fazia enlouquecer so de pensar.
Mas ele quis mais do isso... e levou a sua boca aos seios dela. Soltando um breve gemido, ela sentiu a sua pele arrepiar e o desejo a aumentar cada vez mais... e mais... e mais...!
Agarrando-o pelos cabelos, ela fê-lo soltar a boca dos seios e devorar a sua. Pegou-lhe na mão e guiou-lha para dentro das suas calças. Ele sorriu ao senti-la molhada... e ela gemeu ao seu toque. Ele sabia exactamente onde e como lhe tocar... como se ja o fizessem ha anos e ele conhecesse, de cor, todos os centímetros do seu corpo.
Sentiu o orgasmo próximo... e agarrou-lhe o pulso... não o queria ter esse controlo sobre ela. Mas ele continuou... não parou enquanto ela não gritou de prazer e se agarrou a ele.
Lentamente, levantou-se do colo dele... tirou as suas calças... e as dele. Ja não conseguia suportar mais a espera de não ter o volume que lhe sentia sob as calças dentro dela... e ele tambem ja não aguentava mais não se sentir a entrar nela.
Voltou a sentar-se no colo dele. Que tesão lhe dava senti-lo... mesmo com a tanga entre eles. Um estorvo que seria por pouco tempo.
Ele afastou-lha e conquistou cada milímetro daquele recanto dela que ha muito queria possuir... lentamente... muito, muito lentamente. E, a cada avanço, ela gemia... uma... e outra... e outra vez. Rebolou no colo dele... gemeram... gritaram... tornaram-se num so... num misto de movimentos sincronizados entre corpos nus.
Sentiram-se donos e senhores um do outro... poderosos... dominadores...
Ate que não conseguiram mais aguentar... e, em uníssono, soltaram um ensurdecedor gemido. Ela sentiu-o a pulsar dentro dele... e ele sentiu-a apertar e estremecer.
Olharam-se nos olhos... beijaram-se... e sorriram.
Ainda não conseguiam perceber porque resistiram tanto nem porque esperaram tanto tempo para ter aquele momento... mas tinha valido a pena. E sabiam que, por mais momentos que tivessem... de todas as vezes que se voltassem a entregar ao prazer... nunca mais iriam ter algo tão intenso como tinham tido naquele fim de noite.
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