domingo, 9 de julho de 2017

Não se termina o que ainda agora começou...


Tinha sido um serão muito bom, mas a despedida impunha-se.
Meio hesitantes, eles despedem-se à porta da casa dela... mas a tensão sente-se no ar. Um beijo no rosto e a faísca dá-se. Num segundo que parecem horas, os seus olhares cruzam-se e a certeza instala-se! A noite não podia acabar assim...! Não ia mesmo acabar assim.
Beijam-se. Tão intensamente... tão selvaticamente... tão... tão... apaixonadamente que os assusta! Mas os seus corpos colam-se como se precisassem um do outro para sobreviver, não os deixando pensar em mais nada.
Sentem o coração um do outro bater cada vez mais depressa... a respiração a tornar-se cada vez mais acelerada... o desejo a aumentar a cada toque... a cada beijo...! Já não sabiam como parar... por isso deixaram-se ir.
Ela puxa-o para dentro de casa e encosta-o à porta, que se fecha com violência. Nem quer saber! Só lhe importa o homem que está ali com ela. Só lhe interessa que ele lhe controle aquela tesão que tomou conta dela. Tal como ele... que só consegue pensar em saciar a sede dos beijos dela. Matar o desejo de sente daquele corpo que o deixa louco de paixão.
As roupas começam a voar... os corpos começam a tocar-se... e os primeiros gemidos soltam-se.
Ele desce a mão por dentro das calças dela... e sente toda a excitação dela...! Como se ainda lhe restassem duvidas...!
Entre beijos sôfregos e movimentos constantes, estimula-a até que ela geme... até que ela lhe agarra na mão e lhe pede para parar. As pernas já lhe tremem e as forças já lhe faltam. Mas ele quer mais... não quer que ela gema... quer que ela grite! E ela agarra-se a ele e grita... alto... bem alto...! Dão um beijo suave... e ela começa a descer. Já tinha dado pela sua excitação, mas queria senti-la... mais de perto.
Beija-lhe o pescoço... espalha beijos quentes pelo seu peito... e desce... desce... até que revela o que queria e desejava saborear. E delicia-se com toda aquela tesão. Deixa a língua percorrer cada centímetro... e alterna entre movimentos lentos e rápidos, trocando olhares com ele de vez em quando.
E que bem que lhe sabe ver as expressões dele... e ouvir os seus gemidos! Sentir o esforço dele para se controlar... e continuar sem lhe dar tréguas. Até que ele não aguenta mais e ela sente toda a sua essência... quente... a descer-lhe a garganta. Então levanta-se... beija-o... pega-lhe na mão e leva--o para o quarto. Empurra-o para cima da cama, coloca-se sobre ele e sussurra-lhe ao ouvido que, agora sim, ia começar a diversão.

Entre beijos, ela rebola sobre ele. Quer mais do que provou à pouco.
As mãos deles percorrem o corpo dela... e a sua boca delicia-se naqueles seios suaves que pedem caricias e mordidelas... que pedem para ser saboreados como se de um doce se tratasse... e que doce!
Em pouco tempo, ela sente-o a ficar cada vez mais excitado e deixa-o entrar em si. Quer gemer, gritar... naquele vai-vem... naquele entra e sai...! Quer voltar a sentir o calor a tomar conta si... e o corpo a tremer. E não tarda muito que aconteça. Ela grita e deixa-se cair sobre ele.
Rebolam, de corpos unidos... entrelaçados... até que ela fica deitada, completamente à vencê dele. E ele investe sobre ela, qual animal ansioso por satisfazer os seus instintos mais carnais. A cada estoucada, ele vai mais fundo... e ela geme mais e mais. É de loucos, o prazer que aquela quase violência lhe dá... o controlo que ele consegue ter sobre ela, mesmo sem a prender. E os corpos continuam a mover-se... emaranhados um no outro... já sem saberem onde começa um e acaba o outro.
Ao ver o corpo dela a começar a ceder, ele alterna entre movimentos lentos e rápidos... e ela sente-se perder o controlo sobre si. O seu corpo estremece... como se estivesse possuído por um demónio. E estava!
Ele agarra-a... não quer perder, também, o controlo dele mesmo.
Ela olha-o nos olhos e pede-lhe para se perder com ela, mas ele diz-lhe que ainda não... que ainda é cedo... que a quer ouvir no máximo do prazer por mais vezes... que quer sentir o corpo dela completamente fora de si! E continua as suas investidas.
Ela geme! Grita vezes sem conta! Arqueia o corpo ao quase sentir a sua alma a ser sugada por aquele ser que a está a levar ao limite da sua existência.
Já quase sem forças, ela implora-lhe para o sentir a pulsar dentro dela.
E ele não aguenta mais. As palavras dela desarmam-no e ele perde o controlo sobre o seu desejo... sobre o seu corpo... sobre si. Ela aperta-o contra si e ele grita de prazer, enquanto os seus corpos se fundem num êxtase incontrolável e que os deixa sem completamente sem forças.
Esgotados, deitam-se lado a lado... trocam um doce e suave beijo e deixam-se adormecer nos braços um do outro.

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