terça-feira, 24 de outubro de 2017
Knock, knock...
O telemóvel toca... e ela esboça um sorriso ao ver a fotografia dele surgir...
"- Boa noite.... a que devo a honra desta chamada?"
"- Estava aqui a pensar... e se eu agora te tocasse à porta? Que fazias?"
"-Já te disse que isso de pensar te faz mal... mas abria, claro!"
"-Então abre..."
Meio incrédula, meio nervosa, ela foi à janela ver se ele não estava a brincar. Não, não estava... estava mesmo à sua porta.
Abriu a porta mas nem sabia o que fazer. Poder tê-lo ali... junto dela... era bom demais para ser verdade. E não conseguia disfarçar essa felicidade. Ele, quando a olhou, sorriu também... pois sabia que era o motivo daquele sorriso rasgado.
Ele entrou e, meio atrapalhados, deram dois beijos no rosto. Mas ambos sabiam que a vontade não era aquela...
"-E então...? Agora que estou aqui... que pensas em fazer-me?"
Sem dizer nada mas com um sorriso malicioso, ela aproximou-se dele lentamente, obrigando-o a encostar-se à porta entretanto fechada. Passou-lhe a mão pelo peito... subiu... e, bem devagarinho, chegou o rosto dele ao dela. Olhou-o nos olhos e, muito lentamente, deu-lhe um beijo bem suave e doce nos lábios.
Ele foi atrás. Queria mais... mas ela parou-o.
Voltou a passar a mão no peito dele... e começou a desabotoar a sua camisa.... botão a botão. Abriu-a e beijou-o... no canto dos lábios... no pescoço... no peito... e continuou despi-lo.
Ele afastou o cabelo do rosto dela, levantou-lho, deu-lhe um beijo tão intenso como o desejo que sentia por ela e deixou as suas mãos seguirem caminho por dentro da camisola dela.
Aquela pele suave e quente deixavam-no louco e não descansou enquanto não se livrou do que o impedia de sentir a pele dela no seu peito. Apertou-a contra si e envolveu-a nos seus braços como se segurasse, ali, o seu mundo.
Os seus beijos intensificaram-se e ela já não conseguia parar de o beijar. Aqueles lábios, que ela tanto desejou saborear, estavam agora ali... ao seu alcance... para matar a sede dos seus beijos que a consumia há já demasiado tempo. Já não conseguia pensar em mais nada... apenas em beija-lo como se precisasse dos seus beijos para respirar.
Em pouco tempo, a paixão tomou-lhes o pensamento... e já não podiam controlar aquele desejo de se terem nos braços um do outro...
Entre beijos e apertos, tropeços e encontrões, ela levou-o para o quarto, deixando um rasto de roupa pelo caminho. Empurrou-o para cima da cama e sentou no seu colo.
"-Querias saber o que te fazia, não era? Ainda tens dúvidas?"
De sorriso sacana no rosto, ele acenou que não. Apertou-a contra si e deitou-se, trazendo-a para cima de si.
A paixão saía-lhes por cada poro do corpo... o desejo ardia como o fogo do Inferno... e a tesão era mais que muita!
Ela sentia-o sedento do corpo dela... e já não aguentava mais sem o sentir dentro de si.
Rolaram sobre si mesmos e, por breves segundos, ele ficou a contemplar aquele olhar que gritava para que a possuísse. Ela colocou os braços em redor do pescoço dele... puxou-o para si... e deu-lhe um beijo sedento de desejo. Ele, ansiando por ouvi-la, fundiu o seu corpo ao dela... numa primeira investida que a fez soltar um pequeno gemido.
E assim continuaram... investida atrás de investida... gemidos atrás de gemidos... enquanto as mão delas percorriam todo o corpo dele.
As respirações tornaram-se cada vez mais ofegantes e os corpos suados ondulavam em movimentos ora suaves, ora violentamente sensuais. Ela apertou-o contra si... pernas entrelaçadas na sua cintura... braços abraçados ao seu tronco... e ele intensificou os seus movimentos. Os gemidos dela ecoavam nos seus ouvidos, como se de uma bela melodia se tratasse e isso deixou-o ainda mais louco de desejo.
Sentiram a excitação a aumentar... e o clímax a aproximar-se. Ela já não tinha controlo sobre si mesma... e ele tinha o instinto animal à flor da pele. Entrou forte dentro dela selvaticamente... causando um orgasmo em ambos que os fez gritar de de prazer e que a fez cravar as unhas nas costas dele.
Ela arqueava, tendo orgasmos atrás de orgasmos... e ele gemia bem alto... num misto de dor e prazer que nunca tinha experienciado.
Sem forças, deixou-se tombar ao lado dela. Sentia as costas a latejar mas isso não era nada comparado com o que sentiu momentos antes.
Olharam-se nos olhos, beijaram-se suavemente e deixaram-se ficar... aninhados um no outro... num descanso de guerreiros depois de uma luta corpo a corpo
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