quarta-feira, 18 de abril de 2018

Apenas um abraço apertado...


Ele pede-lhe um abraço...
e ela abraça-o como se o fosse perder.
Desejaram que o tempo parasse...
e que ficassem assim...
nos braços um do outro.
Mas o tempo não pára...
nem podem fugir à despedida.
Olham-se nos olhos...
e não conseguem evitar beijarem-se.
Num beijo tão doce quanto suave...
tão confuso como destinado.
Ele aperta-a contra o seu corpo
e ela deixa as suas mãos
acariciarem o pescoço dele.
Querem libertar-se,
mas a força que os une é tremenda...
Os seus corpos pedem o calor um do outro...
pedem que as suas mãos
toquem cada pedaço...
cada centímetro.
Os seus corações aceleram...
e as suas respirações
ficam cada vez mais ofegantes.
Ela diz-lhe que é errado...
mas nenhum dos dois consegue parar.
O desejo domina-lhes as almas...
e a paixão corre-lhes nas veias como um vírus!
Peça atrás de peça...
sem se conseguirem controlar...
vão-se despindo um ao outro.
E envolvem-se...
num emaranhado de corpos nus...
suados e sedentos de prazer.
Entre gemidos e gritos abafados...
carícias suaves e investidas intensas...
deixam-se levar pelos seus instintos.
Tocam-se...
beijam-se...
mordem-se...
e devoram-se!
Sentem-se a perder o controlo dos corpos...
e a paixão a incendiar-lhes as almas.
Já não conseguem parar...
Já não querem parar.
Já só querem estremecer e gritar de prazer!
É tão estranho...
mas já lhes faz tanto sentido.
As suas vozes gemem em uníssono...
as suas almas entendem-se...
os seus corpos completam-se...
os seus desejos são os mesmos...
e a paixão é só uma...
A que têm um pelo outro
e que sempre tentaram negar.

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