quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Relaxar...


Não sabia o que se sentia mais... se cansada... se tensa... o que raio que aquilo fosse... mas sabia que precisava de relaxar...
Chegou a casa, largou tudo, trocou de roupa e deitou-se. Podia ser que aquele mau estar geral passasse com uma pequena sesta. Mas aquela imagem surgia-lhe no pensamento a toda a hora... e deixava-a cada vez mais alterada. Só conseguia pensar nas mãos dele a tocar o seu corpo.
Fechou os olhos e decidiu deixar-se levar. Deixar as suas próprias mãos seguirem os movimentos das dele.
Despiu-se.... e ficou apenas com a tanga que se moldava às curvas do seu corpo.
Apertou os seios e sentiu o calor aumentar. Um arrepio percorreu-lhe todo o corpo... e não conseguiu não sorrir. Era disto que precisava.
Como é que algo tão natural podia saber tão bem? Afinal de contas, apenas estava a sentir o que era seu... a suavidade da sua pele... o calor do seu corpo... o bater do seu coração a tornar-se cada vez mais forte.
Desceu uma das mãos... e sentiu o seu corpo vibrar de ansiedade. Queria passar à acção, mas não queria que aquela sensação acabasse já. E ali ficou... num jogo de "toca e foge" que a estava a deixar louca. A respiração cada vez mais ofegante... e o desejo cada vez mais difícil de suportar.
Desceu.
Ali... era mesmo ali que ela queria chegar... e assim que o fez, não conseguiu evitar soltar um gemido.
E continuou... num misto de movimentos cada vez mais intensos.
Sentia-se a perder o controlo de si mesma... e era tão bom.
O corpo contorcia-se a cada gesto... o coração e a respiração cada vez mais rápidos... numa sincronização perfeita entre eles. Não conseguia parar! Agora só interessava o final...!
Intensificou toda aquela mistura de gestos... até que não aguentou mais. Gemeu! Gritou! Explodiu! Num orgasmo como nunca antes tinha conseguido.
E sorriu. Exausta... mas relaxada... satisfeita... mas feliz.
Como se ele ali tivesse estado... e não apenas no seu pensamento.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Come...


I look around
but you're not here...
And it's killing me!
This urge to have you!
I can not even calm my mind down!
My body begs for your touch!
My lips craves for your kisses!
My soul supplicates for yours!
Eats!
Tease me!
Please me!
Own me!
Drive me insane!
Make me scream!
Take life outta me!
Kill this thirst for your body!
Control me!
Set my body on fire!
Make it burn of desire!
'till all my strength has gone...
And I've forgotten my name...
And can only whisper yours...

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Só um toque...



Ela observa-o...
como quem aprecia
a beleza de uma paisagem.
Sente-se hipnotizada por ele...
e não consegue evitar
reparar em cada detalhe.
Do brilho dos seus olhos...
às suas mãos grandes...
másculas.
E só a ideia
de sentir essas mãos
a percorrê-la
deixam-na louca.
Despe-o com o olhar...
imaginando cada centímetro
daquele belo corpo.
Sente o coração acelerar...
e o desejo a aumentar.
Controla-se.
Não pode ceder
às vontades que sente.
Mas são fortes...
intensas...
e sabe que não vai aguentar
por muito mais tempo.
Ele sorri.
"Não sei porque resistes...
se sabes que o queres...
tanto como eu..."
Cabrão!
Que ainda provoca!
Um toque...
Só um não faz mal.
Aproxima-se...
e as suas mãos ganham vida própria.
Quer sentir tudo!
Aqueles braços...
o seu tronco...
a barba no seu rosto!
Um beijo na palma da mão...
e o descontrolo é total!
Cola os seus lábios aos dele...
num beijo que lhe sabe pela vida.
Quente...
apaixonante...
viciante.
E sente as mãos dele
apertarem-na contra o seu corpo...
como se a vida dele dependesse
de a sentir colada a si.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Na penumbra...


Entra!
Ou tens medo do escuro?
As velas?
Apenas um toque...
Quero ver o teu corpo na penumbra.
O lenço?
Não... não te vou amarrar...
Eu sei que queres...
eu sei que gostas...
mas hoje não vai ser como tu queres.
Vou vendar-te...
e ser os teus olhos na escuridão.
Vou guiar as tuas mãos
pelo meu corpo.
Mostrar-te onde quero que me toques...
Vais sentir na ponta dos dedos
cada relevo da minha lingerie...
Tocar a minha pele...
senti-la arrepiar...
E eu vou-te beijar...
quando eu quiser...
onde eu quiser...
quando menos esperares.
Vou deixar a minha língua
percorrer o teu corpo...
até te ouvir gemer.
Vou-te levar à loucura
e fazer-te implorar por mais.
Vais sentir o meu desejo
e a excitação que me provocas!
Vais querer foder-me
como se fosse a tua puta!
Mas quem te vai foder sou eu!
Vou gemer ao teu ouvido...
fazer de ti o meu brinquedo!
Usar e abusar...
até que não te restem mais forças...
até que eu esteja saciada...
até que só restem os nossos corpos
suados...
entrelaçados...
na penumbra da luz das velas.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ainda agora começamos...


Quando ele chega e te agarra...
Vem a ti e reclama o que é dele...
Aperta com força...
numa (quase) dor tão boa...
Quando te olha nos olhos...
e consegues ver
a sede que tem do teu corpo....
Quando te encosta ao seu...
e te faz tremer...
Te vai beijando o pescoço...
e te sussurra ao ouvido
"És minha!"
Quando te possui
e te deixa sem forças...
te faz gemer...
gritar...
e te deixar sem ar!
E quando pensas que acabou
e ele se te agarra e te diz
"ainda agora começamos..."!

sábado, 15 de julho de 2017

Um sentido a menos...


Dizem que deixares-te vendar é humilhares-te perante o outro...
Estão tão enganados...!
Uma venda aviva-te todos os outros sentidos! Faz-te sentir tudo tão mais intensamente!
O não saberes o que se segue... se um simples toque... se um beijo bem apaixonante...! Se é logo na hora... ou se te deixa a ansiar pelo seu toque...!
Não vês... é verdade... mas sentes! Muito mesmo! Tanto que nem te lembras da privação de um dos teus sentidos.
Sim... deixa-te mais vulnerável... à mercê de quem te venda... mas também mostra o quanto confias nessa pessoa. Porque, de certo, não é qualquer pessoa que deixas que o faça.
E, acredita... se a entrega dos dois for total... vai ser uma experiência que vais querer repetir vezes sem conta...

domingo, 9 de julho de 2017

Não se termina o que ainda agora começou...


Tinha sido um serão muito bom, mas a despedida impunha-se.
Meio hesitantes, eles despedem-se à porta da casa dela... mas a tensão sente-se no ar. Um beijo no rosto e a faísca dá-se. Num segundo que parecem horas, os seus olhares cruzam-se e a certeza instala-se! A noite não podia acabar assim...! Não ia mesmo acabar assim.
Beijam-se. Tão intensamente... tão selvaticamente... tão... tão... apaixonadamente que os assusta! Mas os seus corpos colam-se como se precisassem um do outro para sobreviver, não os deixando pensar em mais nada.
Sentem o coração um do outro bater cada vez mais depressa... a respiração a tornar-se cada vez mais acelerada... o desejo a aumentar a cada toque... a cada beijo...! Já não sabiam como parar... por isso deixaram-se ir.
Ela puxa-o para dentro de casa e encosta-o à porta, que se fecha com violência. Nem quer saber! Só lhe importa o homem que está ali com ela. Só lhe interessa que ele lhe controle aquela tesão que tomou conta dela. Tal como ele... que só consegue pensar em saciar a sede dos beijos dela. Matar o desejo de sente daquele corpo que o deixa louco de paixão.
As roupas começam a voar... os corpos começam a tocar-se... e os primeiros gemidos soltam-se.
Ele desce a mão por dentro das calças dela... e sente toda a excitação dela...! Como se ainda lhe restassem duvidas...!
Entre beijos sôfregos e movimentos constantes, estimula-a até que ela geme... até que ela lhe agarra na mão e lhe pede para parar. As pernas já lhe tremem e as forças já lhe faltam. Mas ele quer mais... não quer que ela gema... quer que ela grite! E ela agarra-se a ele e grita... alto... bem alto...! Dão um beijo suave... e ela começa a descer. Já tinha dado pela sua excitação, mas queria senti-la... mais de perto.
Beija-lhe o pescoço... espalha beijos quentes pelo seu peito... e desce... desce... até que revela o que queria e desejava saborear. E delicia-se com toda aquela tesão. Deixa a língua percorrer cada centímetro... e alterna entre movimentos lentos e rápidos, trocando olhares com ele de vez em quando.
E que bem que lhe sabe ver as expressões dele... e ouvir os seus gemidos! Sentir o esforço dele para se controlar... e continuar sem lhe dar tréguas. Até que ele não aguenta mais e ela sente toda a sua essência... quente... a descer-lhe a garganta. Então levanta-se... beija-o... pega-lhe na mão e leva--o para o quarto. Empurra-o para cima da cama, coloca-se sobre ele e sussurra-lhe ao ouvido que, agora sim, ia começar a diversão.

Entre beijos, ela rebola sobre ele. Quer mais do que provou à pouco.
As mãos deles percorrem o corpo dela... e a sua boca delicia-se naqueles seios suaves que pedem caricias e mordidelas... que pedem para ser saboreados como se de um doce se tratasse... e que doce!
Em pouco tempo, ela sente-o a ficar cada vez mais excitado e deixa-o entrar em si. Quer gemer, gritar... naquele vai-vem... naquele entra e sai...! Quer voltar a sentir o calor a tomar conta si... e o corpo a tremer. E não tarda muito que aconteça. Ela grita e deixa-se cair sobre ele.
Rebolam, de corpos unidos... entrelaçados... até que ela fica deitada, completamente à vencê dele. E ele investe sobre ela, qual animal ansioso por satisfazer os seus instintos mais carnais. A cada estoucada, ele vai mais fundo... e ela geme mais e mais. É de loucos, o prazer que aquela quase violência lhe dá... o controlo que ele consegue ter sobre ela, mesmo sem a prender. E os corpos continuam a mover-se... emaranhados um no outro... já sem saberem onde começa um e acaba o outro.
Ao ver o corpo dela a começar a ceder, ele alterna entre movimentos lentos e rápidos... e ela sente-se perder o controlo sobre si. O seu corpo estremece... como se estivesse possuído por um demónio. E estava!
Ele agarra-a... não quer perder, também, o controlo dele mesmo.
Ela olha-o nos olhos e pede-lhe para se perder com ela, mas ele diz-lhe que ainda não... que ainda é cedo... que a quer ouvir no máximo do prazer por mais vezes... que quer sentir o corpo dela completamente fora de si! E continua as suas investidas.
Ela geme! Grita vezes sem conta! Arqueia o corpo ao quase sentir a sua alma a ser sugada por aquele ser que a está a levar ao limite da sua existência.
Já quase sem forças, ela implora-lhe para o sentir a pulsar dentro dela.
E ele não aguenta mais. As palavras dela desarmam-no e ele perde o controlo sobre o seu desejo... sobre o seu corpo... sobre si. Ela aperta-o contra si e ele grita de prazer, enquanto os seus corpos se fundem num êxtase incontrolável e que os deixa sem completamente sem forças.
Esgotados, deitam-se lado a lado... trocam um doce e suave beijo e deixam-se adormecer nos braços um do outro.